| A história começou nos primeiros anos da década de 70 |
| 07/12/2009 |
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A história começou nos primeiros anos da década de 70, quando foi criada a Ajef – Associação dos Jornalistas de Economia e Finanças, da qual Herval foi o primeiro presidente (aliás, nem sei se a Ajef teve vida tão longa para ter tido outros presidentes depois dele). Eu, egresso do Jornal do Commercio, na gestão de Aloysio Biondi, havia me transferido para a sucursal da “Exame” no Rio, acompanhei a atuação da Ajef em busca de melhor qualificação para os profissionais de imprensa que atuavam no terreno econômico. Desse momento em diante meus contatos com Herval foram se estreitando, até se tornarem diários quando ele foi para o BNDES, onde eu, por essa época já integrando a editoria de economia d’O Globo, fazia um “bico” na parte da manhã.
Depois, veio o período em que me mudei para Laranjeiras, bairro em que o “vascaíno” não só morava como era proprietário da livraria “Ponto de Encontro”, que depois mudou o nome para “Armazém das Letras” (ou terá sido ao contrário?). Algumas vezes nos encontramos ali aos sábados para um uisquinho básico.
Em seguida, veio a Vídeo Clipping, que é a cara do Herval e que ele fez crescer até se tornar a empresa modelar que é hoje com serviços de resgate de publicações eletrônicas em nível de excelência, além da Agência Rio, resultado de um desejo compulsivo de divulgar o Rio de Janeiro.
Por último, veio o Céu. Meio assim sem mais nem menos. Deixando essa sensação de perda, de falta de um irmão de coração. Mas a gente entende isso como mais uma atitude de pioneirismo do “vascaíno”. Vai fazer o clipping do noticiário dos anjos e dos santos. E, quem sabe, criar a Agência Paraíso de Notícias, devoto convicto que era.
Saudades.
Marcus Neves |
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