“De Cuba com carinho”. Este é o título do livro da blogueira cubana, Yoani Sánchez, que relata, com muita coragem, amargor, mas com boa dose de humor, o cotidiano da ilha de Fidel, onde sobrevive uma ditadura que não difere das outras, mas que perdeu o charme, e já não encanta nem mesmo os mais radicais de esquerda. Yaoni abriu para o mundo a sua Caixa de Pandora repleta de males da vida cubana. Vale a pena conhecê-los, para evitá-los. Uma boa leitura. No Brasil, a mais recente e bem-sucedida operação da Polícia Federal recebeu o nome de Caixa de Pandora, que escondia o que já não é mais segredo para a população brasileira: a corrupção da classe política, uma praga presente em todos os cantos do país. Longe de ser uma exclusividade da Capital Federal. O mensalão de Brasília, na prática, repete o modelo adotado pelo PSDB mineiro, modernizado e ampliado no governo federal pelo PT, com a participação profissional do PMDB e outros partidos da base aliada. A prática se espalhou pelo país. E, hoje, é difícil apontar um único município da Federação em que o esquema de distribuição de propinas para integrantes do Executivo e do Legislativo não seja o sustentáculo da relação entre esses Poderes. Em nome da chamada governança, esta ferida política parece não ter cura. A caixa mitológica, abarrotada dos negócios fraudulentos de Brasília, supostamente comandos pelo governador José Arruda (DEM), foi aberta pela Polícia Federal em rede Nacional de TV e despejou sobre a nação brasileira mais um festival de falsidades e desonestidades, desvios éticos que caracterizam a classe política brasileira, mas já não mais estarrecem a população. A classe política, contumaz na produção de aberrações, está perdendo uma forte aliada, que tem livrado muitos dos seus integrantes do sepultamento político: a falta de memória do povo brasileiro. Não dá para esquecer que há quatro anos o esquema do mensalão que atingiu a administração federal em 2005, que como o de Brasília, também foi denunciado por um dos seus beneficiários, o ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, chocou o país. Nem do assalto aos Fundos de Pensão, para bancar campanha de candidatos da base aliada do governo. Muito menos dos sanguessugas, que desviaram recursos da compra das ambulâncias, com o mesmo propósito. E o que dizer da crise do Senado Federal, que expôs o escândalo na utilização irregular de verbas públicas. O político, sempre de olho na reeleição, é o ator principal desse drama Nacional. Dessa ferida política que é a corrupção. Portanto, não dá para esquecer! Enquanto assistimos o dinheiro sujo se espalhar pelas vestimentas dos políticos de Brasília, que ainda oram em agradecimento, faltam recursos para melhorar a posição do Brasil no ranking do Desenvolvimento Humano, que segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), continuamos com índice menor do que a miserável Cuba, de Yonai Sánchez, e na América do Sul, do Chile, Argentina, do Uruguai e da Venezuela. Este episódio flagrado em Brasília, mas que ocorre longe das lentes com frequência em outros Estados e Municípios, serve de alerta ao eleitor que deve fiscalizar a atuação do Executivo e do Legislativo da sua Cidade. Ficar atento a um fato que prejudica as administrações públicas no Brasil, as tornando ineficientes e sensíveis à corrupção: o clima permanente de campanha eleitoral. Os palanques nunca se desarmam. Em vez de governar, administrar bem, legislar bem e fiscalizar, os representantes do Executivo e o Legislativo vão com muita sede ao pote atrás de recursos para a reeleição. Venham de onde vierem. É evidente que o senhor Arruda e sua quadrilha – a PF define assim o grupo que se organizou em Brasília para desviar recursos públicos – têm o direito constitucional de se defender e explicar, se possível, esta farta distribuição de dinheiro vivo. Aliás, eles têm o dever de justificar suas condutas aos eleitores que os elegeram.
FAÇAM SUAS APOSTAS
Acaba em pizza ou panetone o novo escândalo de corrupção na política brasileira, tendo mais uma vez como palco a capital federal?
VIOLÊNCIA
O Rio de Janeiro continua lindo, mas inseguro. Está mais do que demonstrado que a intervenção do poder público sobre áreas que combinam graves carências com altas taxas de violência deve ser feita através de programas integrados que visem à promoção da cultura da paz, e não o confronto, a pura repressão que caracterizam e reforçam a cultura de guerra. Exemplos como as cidades de Medellín e Bogotá, na Colômbia, Boston e Nova Iorque, nos Estados Unidos, e Diadema, em São Paulo, figuram como o caminho correto, enquanto os recorrentes fracassos no Rio de Janeiro têm mostrado, pelo contrário, tudo o que não deve ser feito – ou ainda, o estágio de descontrole a que se pode chegar se nada for feito a tempo.
APAGÃO
O blecaute que atingiu 18 Estados e afetou a vida de cerca de 50 milhões de brasileiros, pode ter sido uma consequência prematura da herança que a gestão Lula vai nos deixar: o aparelhamento da máquina pública, entendido como o preenchimento ou a criação de cargos sob critérios não técnicos, ou seja, que não levam em conta nem a carreira do funcionário público, nem o conhecimento adquirido para o desempenho da função.
“JOÃO BURACÃO”
Uma iniciativa simples e bem-humorada rendeu ao borracheiro Irandi da Rocha, criador do boneco "João Buracão", a Medalha Tiradentes, principal comenda concedida pela Assembleia Legislativa do Rio. A justificativa a homenagem ao criador do boneco que passou a simbolizar o descaso com a manutenção de vias e estradas do estado, apontando os buracos existentes no asfalto, comparou "João Buracão" a um parlamentar que cumpre o seu dever de fiscalizar. O que na realidade não acontece. Por problemas de má conservação das ruas e avenidas, a viatura que conduz João Buracão não esteve em alguns municípios da Região Sul Fluminense. Itatiaia e Resende se salvaram. DE OLHO EM RESENDE
• O presidente da Agência de Meio Ambiente de Resende (AMAR), o biólogo Paulo José Fontanezzi, recebeu uma justa homenagem da Câmara Municipal de Resende, pelo trabalho que vem realizando pelo meio ambiente do município. Mas este trabalho não é novidade na vida do ambientalista Fontanezzi. Como responsável pela área ambiental da INB (Indústrias Nucleares do Brasil) durante muitos anos, Fontanezzi realizou um trabalho fantástico de recuperação da fauna e flora da área de influência da empresa. Fora dela, como militante do Partido Verde, Fontanezzi se destacou como um fiscal atento do meio ambiente, vencendo duras batalhas. • Está uma loucura o trânsito de Resende. As pessoas ainda não se acostumaram às drásticas mudanças introduzidas pela Prefeitura. Só o tempo dirá se a Prefeitura escolheu o caminho certo para livrar a Cidade dos constantes engarrafamentos. Por enquanto, andar a pé tem sido a melhor opção. DE OLHO EM ITATIAIA • A BOCA MALDITA do Jardim Itatiaia tomou uma decisão: vai manter o nome, com o aposto “A VERDADEIRA”. Os militantes da BOCA entenderam que não se justifica mudar o nome em função da existência de outra Boca Maldita, uma que circula na Internet, cujo conteúdo não tem absolutamente nada a ver com a verdadeira BOCA MALDITA. A BOCA do Jardim Itatiaia continua na sua linha de apontar falhas, de criticar a omissão do Poder Público e de defender o direito da população, que paga seus impostos, de viver em uma Cidade limpa, que dê dignidade a população. • E por falar em Cidade limpa, vale registrar os números de uma pesquisa realizada com turistas em Penedo, por um grupo de estudantes de Publicidade e Propaganda de uma faculdade da região. 70% dos entrevistados apontaram como o maior problema de Penedo a falta de higiene. Os turistas temem que no Verão, este problema acarrete outra, muito pior: a proliferação do mosquito da dengue. Sugeri aos estudantes que fizessem uma pesquisa com os moradores, não só os de Penedo, sobre o mesmo tema. Do jeito que a Cidade está, é aconselhável até mandar uma carta para o Papai Noel pedindo para ele não correr o risco de visitar as crianças da Cidade. O bom velhinho não tem saúde para suportar uma picada do mosquito transmissor da dengue. O que não falta em Itatiaia são abrigos para o “aedes”. O mato na entrada da Cidade que dá acesso ao Parque Nacional, seu principal ponto turístico, está tão alto que já esconde a fachada da Cidade. Uma vergonha!!!
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