Na política, Marina Silva (PV), Serra (PSDB) e Dilma (PT) entraram em campo oficialmente na dura corrida pela presidência da República. Agora sim, são candidatos aprovados na Convenção dos seus partidos. Em desobediência às regras eleitorais, este jogo já havia começado há um bom tempo. Porém, agora sem medo das punições, os partidos já podem colocar seu bloco na rua. Liberado o vôo para a criatividade dos marqueteiros. Cada candidato tem o seu desafio. Marina Silva terá que convencer o eleitor que a proposta do desenvolvimento sustentável em um país de múltiplas possibilidades como o nosso é a que deve prevalecer. Antes disso, porém, terá que agregar mais aliados e acender o sinal vermelho para a ala verde radical que a apoia, entusiasta da carreira solo. Dilma terá que conviver com os diferentes, as raposas felpudas do PMDB, cujo apetite por cargos e áreas de decisão do governo ultrapassa a raia do bom senso. Se conviver com os diferentes será difícil, não será nada fácil harmonizar interesses dos companheiros do seu partido, o PT. São desafios que aparentemente não preocupam a candidata, cujo tutor, o presidente Lula, consegue com muita habilidade abrigar em sua arca tudo isso e quem mais vier, para fazer o seu sucessor. Quanto ao Serra, terá a dura missão de convencer o eleitor de que chegou a sua vez. Um político experiente que já assumiu cargos importantes, todos com bom desempenho, mas ainda enfrenta pequena, mas impertinente rejeição dentro do seu próprio partido, o PSDB. Uma parcela tucana de grande plumagem acha Serra feio e antipático, como se o Brasil fosse chamado às urnas para eleger uma miss simpatia. Porém, segundo analistas e até mesmo seus adversários políticos, Serra é o candidato mais bem preparado para o desafio pós-Lula. Terá que provar que será capaz de fazer mais, como promete. Outro Brasil entrou em campo na terra de Mandela. Cheio de segredos e regras de comportamento ditadas pelo seu comandante, o professor Dunga. O Brasil estreou na Copa contra a fraca Coréia do Norte, um país cuja prática do futebol é recente, mas já mostrou tímida evolução. Está entre os países que praticam o pior futebol. Um time obediente. Com jogadores que temem o erro – e quando isso acontece olham cabisbaixos para o professor coreano -, reflexo do regime que vive o país. Um time fraco. Sem exagero, talvez com poucas chances de sucesso na série C do Campeonato Brasileiro. Nem o mais pessimista dos brasileiros poderia imaginar um placar que não fosse a vitória. E de goleada. Mas, isso não aconteceu. Depois de 90 minutos mal jogados, o Brasil conquistou uma magra vitória. Decepcionante. “Chocha”, diria o saudoso João Saldanha. Sorte do professor Dunga, Saldanha já não está entre nós. E já que remexi no meu baú, e do jogo do Brasil contra a Coréia não temos muito que falar, lembro-me de duas virtudes comuns nas seleções brasileiras que encantaram o mundo, ausentes na atual do professor Dunga: a criatividade e a improvisação. Outro saudoso jornalista, Sandro Moreira, chamava de desobediência tática. Os mais velhos devem se lembrar dos avanços de Nilton Santos na Copa de 1958, que interrompia o sono do técnico Feola no banco de reservas. “Volta Nilton!”, gritava Feola. Nilton ignorava-o e avançava feroz pela lateral, atingia a pequena área adversária e concluía com sucesso. Goooool, do Brasil! Depois corria para receber o abraço dos companheiros, inclusive do técnico Feola, que esquecia tudo que dissera e festejava a jogada. Na mesma Copa, Garrincha e Pelé não deram ouvidos às táticas e derrubaram as muralhas europeias com dribles desconcertantes. Na Copa de 1962, Pelé ficou de fora boa parte dela, mas Garrincha sobreviveu à pancadaria e fez um estrago nas defesas adversárias, com sequências intermináveis de dribles, para o desespero do treinador Aimoré Moreira, que o mandava soltar a bola de primeira. Mesmo prendendo a bola, Garrincha foi o artilheiro e o melhor jogador da Copa no Chile. Quem teria a coragem de afirmar que na Copa de 1970, a do Tri, estariam nos planos táticos do Zagalo os avanços do Carlos Alberto pela direita. Naquela época, o lateral que passasse do meio de campo era substituído. Dá para acreditar que a tática do Zagalo concebia a escalação de tantos craques juntos do meio de campo para frente: Rivelino, Tostão, Jairzinho e Pelé ? É claro que não. Até na Copa de 1994, tecnicamente muito fraca, a criatividade do jogador brasileiro fez a diferença. É difícil lembrar a escalação completa daquele time, mas todo mundo sabe que Romário, exemplo de desobediência tática, foi o craque da Copa. A colocação perfeita do baixinho na área nos momentos decisivos dos jogos mais duros, certamente não era parte do plano tático do Parreira. São inúmeros os exemplos de que a seleção brasileira se sobressai das demais não pelos treinos táticos, agora no padrão coreano, às escondidas, mas pela habilidade técnica dos seus jogadores. Virtude que falta na seleção do professor Dunga repleta de brucutus, que se não fossem jogadores seriam como disse um deles, lutador de vale-tudo. Não é disso que a seleção brasileira precisa para vencer os jogos. Nem mesmo contra seleções de melhor nível técnico do que a Coréia. Tenho a leve impressão de que mais um treinador brasileiro terá que ser contrariado para a alegria do torcedor. Antes que mal maior nos aconteça, desobediência tática, já! O VICE TUCANO - Esta complicada a escolha do vice do Serra pela coligação PSDB-DEM-PPS. Fontes do DEM afirmam que o empenho dos Democratas não será o mesmo se o vice não for do partido. Para o DEM sem o vice do partido seus filiados não teriam com quem conversar no governo. Para o presidente do DEM, Rodrigo Maia, que não gosta de falar sobre este assunto que para ele “a escolha é do Serra”. Porém, dá o seu recado: “Qualquer escolhido do DEM, para nós, será mobilizador”. MULHER EM PAUTA - A deputada Cida Diogo promoveu segunda-feira (14) um debate sobre saúde da mulher, no auditório da OAB de Volta Redonda. Participou do evento a coordenadora do Comitê Estadual de Prevenção e Controle da Mortalidade Materna, Tizuko Shiraiwa, que apresentou dados sobre a realidade da saúde da mulher no estado do Rio, como índices de mortalidade e câncer. O evento contou ainda com a participação da secretária executiva da ONG Coisa de Mulher, Neuza Pereira, que trará especificamente de dados referentes às condições de saúde da mulher negra. Ao promover estes eventos e distribuir entre os participantes exemplares da Cartilha da Mulher, a deputada Cida Diogo coloca as mulheres da região Sul Fluminense em dia com a saúde. DE OLHO EM RESENDE Fazenda da Barra III – Quem entra na estreita, perigosa e única via de acesso ao bairro Fazenda da Barra III fica impressionado com o abandono daquele local. Seus moradores vivem entre terrenos baldios, onde o mato cresce e o lixo é jogado. Um local perfeito para a proliferação do mosquito da dengue. Quem visita o local tem a impressão de que ele não faz parte de Resende e de outro município qualquer. Um canto sem encanto e abandonado. Trânsito – Ainda alvo de críticas da população, o trânsito de Resende continua merecendo a atenção da Prefeitura. Através de uma ação integrada entre a Superintendência de Transporte e Trânsito do Município, a Divisão de Educação para o Trânsito da cidade, a Secretaria Municipal de Educação e a concessionária CCR Nova Dutra, a Prefeitura de Resende realiza hoje e amanhã (dias 17 e 18 de junho), mais duas atividades educativas para estudantes e professores sobre normas de segurança no trânsito. Enquanto procura a melhor solução para o trânsito da cidade, o prefeito Rechuan (DEM) destaca que estas ações integrantes têm o objetivo de “formar futuros motoristas, conscientes dos seus deveres e direitos”. DE OLHO EM ITATIAIA Rompimento – Depois que a vice-prefeita Gilda Molica (PT) anunciou o rompimento com o prefeito Luis Carlos Ypê (PP), o Diretório Municipal do partido em Itatiaia ficou dividido. Até agora as alas que apoiam a decisão da vice e a que se opõe não decidiram que rumo tomar. As secretárias do PT, segundo o prefeito Ypê, ficam no cargo se este for o desejo delas. “Não vejo motivos para afastá-las. Realizam um bom trabalho”, disse o prefeito Ypê em, visita a BOCA MALDITA do Jardim Itatiaia. Vice – E por falar em vice, Itatiaia não vai ficar sem. A BOCA MALDITA agiu rápido e acaba de indicar um. Trata-se do líder da BOCA MALDITA, Seu Coutinho, que é claro, contará com o aval do prefeito Ypê, seu amigo de fé, irmão, camarada. A BOCA MALDITA vai festejar a posse oficiosa do seu líder, que em seu discurso determinará as primeiras ações da sua nova função na administração de Itatiaia. Seu Coutinho... Vice-prefeito... Nem o mais otimista companheiro da BOCA MALDITA poderia imaginar que em tão pouco tempo um dos seus militantes poderia chegar ao poder. Campo Alegre – A população do bairro mais populoso de Itatiaia reclama da sujeira das ruas. É o problema de sempre: os lixeiros amontoam os sacos de lixo em um determinado ponto até a passagem do caminhão. Enquanto caminhão não passa para recolher os sacos, os cachorros de rua – uma população cada vez maior na cidade – tratam de abrir os sacos e espalhar o seu conteúdo por toda a rua. O caminhão passa e o lixo fica. É assim no Campo Alegra, no Jardim Itatiaia, em Penedo, enfim, em toda a cidade. SOS Nova Dutra - Até agora a Nova Dutra não deu a menor bola para a solicitação do prefeito Ypê feita há meses. O prefeito pediu a colocação de uma proteção (guard-rail) para evitar que os carros atravessem o terreno que separa a pista, em ponto de alta velocidade, da Av. Professor Pedro de Souza Rangel (Av. Hum Sul), na entrada do bairro Jardim Itatiaia. A Nova Dutra dá impressão que disputa a liderança entre as empresas campeãs em irresponsabilidade social. Será que Nova Dutra espera que a população clame de joelhos por segurança, representa pela construção de uma passarela e pela colocação de uma proteção na pista? Isso é pedir muito a uma empresa que enche a burra de grana no pedágio que divide e polui a cidade? Concurso Copa 2010 – Com o objetivo de estimular os habitantes da cidade a decorar as ruas onde moram, a Prefeitura de Itatiaia criou o concurso COPA DO MUNDO 2010. Prevaleceu o bom humor dos itatiaiense, traduzido na sugestão de um integrante da BOCA MALDITA: “pintar de verde e amarelo todos os buracos das ruas da cidade. Pelo menos do alto, a cidade vai ficar uma gracinha”. Tai uma brincadeira de bom gosto. Com karla Fonseca e Fernanda Leal
|