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JUVENTUDE AMEAÇADA
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O PODER DOENTE
A vitória do futebol
14/07/2010

Depois de assistir aos jogos dos quatro finalistas da Copa, Espanha x Holanda e Alemanha x Uruguai, quem gosta de bom futebol chegou fácil à conclusão de que o Brasil não merecia estar entre os melhores do mundo. Prevaleceu a técnica, o domínio do jogo através da posse de bola, que corria de pé em pé entre os habilidosos meio-campistas das quatro equipes finalistas. Os jogos - especialmente a final - foram definidos no meio de campo, pelos cabeças pensantes dessas equipes. Tanto na seleção quanto nos times brasileiros, este espaço vem sendo ocupado por cabeças-de-bagre: jogadores que chegam junto, matam a jogada e mordem os calcanhares dos adversários. O talento que faltou à nossa seleção venceu a Copa, felizmente.
Agora, não adianta chorar o chopp derramado. O jeito é pensar no futuro, revendo o passado do nosso futebol, que ironicamente serviu de modelo para os atuais campeões mundiais.
A sorte do futebol brasileiro é que ele não precisa buscar novos caminhos e, sim, retomar o caminho perdido a partir dos anos 90. Uma década marcada pela criação da figura do cabeça-de-área vigoroso, destruidor, um verdadeiro cão de guarda dos zagueiros. Aos poucos, os treinadores – os professores de hoje – foram sepultando os meias de ligação criadores de jogadas. Sepultaram também os volantes, que além de recuperarem a bola, davam o primeiro passe e se lançavam ao ataque como elemento surpresa. Chatos professores que optaram por jogar no erro do adversário.
Nas escolinhas de futebol de hoje, que sofrem preocupante influência dos olheiros patrocinados por gulosos empresários, os professores condenam o drible, as tabelinhas, o toque refinado em busca de espaço. Os mais habilidosos são repreendidos aos gritos: “solta bola”, “toca de primeira”, “sem firulas”. Já os truculentos são incentivados apenas a destruir, matar a jogada, não permitir que a bola cumpra o seu papel no jogo: rolar pelo gramado até o gol.
Por mais que doa, não devemos lamentar o fato de a seleção brasileira ter sido barrada no baile da elite do futebol mundial. Não merecíamos estar lá. Porém, mais do que qualquer outro país, o Brasil é o que mais tem condições de formar grandes equipes e voltar a vencer em 2014. Não pelo fato de ser a sede da próxima Copa - que Deus nos ajude a fazer um espetáculo melhor do que os africanos –, mas pela capacidade do futebol brasileiro de se renovar e produzir talentos, apesar dos professores.
Dizem que o principal problema do futebol brasileiro não está dentro do campo e, sim, fora dele. De fato, a desorganização patrocinada pela cartolagem é campeã, mas o nosso futebol desandou mesmo quando os treinadores passaram a ser chamados de professores. E o pior é que eles acreditaram. Chega a ser um deboche com esta classe tão desprestigiada no país, cujo ofício é educar, formar verdadeiros cidadãos, tarefa que os professores do futebol brasileiro não têm feito.

O apoio inconveniente

Não tem sido bem digerida pela cúpula do PMDB a raivosa oposição das correntes sindicais ao candidato tucano José Serra (PSDB). A razão é simples: os líderes sindicais não gozam de muito prestígio junto à população, segundo pesquisa do jornal Folha de São Paulo. Mas como deter o ímpeto dos sindicalistas que nem de longe admitem a hipótese de perder os espaços e a influência conquistados no governo Lula?
Não se pode duvidar da habilidade política das lideranças peemedebistas para contornar problemas. Porém, a aliança do PT com o PMDB, que deu musculatura à candidatura Dilma, nunca foi vista com bons olhos pelos sindicalistas. Há um choque de interesses, tanto o PMDB quanto as correntes sindicais querem ter voz ativa no comando da campanha e a intransigência das partes já está incomodando os gurus políticos da ex-ministra Dilma Roussef.
Em São Paulo, as correntes sindicais anunciam mobilizações de rua contra o tucano Serra, que inevitavelmente vai criar embaraços para a população, já às voltas com os problemas de transporte da cidade.
Este é apenas um aperitivo dos problemas que a aliança que apóia a candidata Dilma terá pela frente. Ainda mais se levarmos em consideração que as ações sindicais vão se dar prioritariamente na capital paulista, um reduto historicamente tucano.

“O Senado é o inferno” – Um dos mais experientes e polêmicos políticos brasileiros, o senador Pedro Simon (PMDB-RS), atualizou, na última sexta-feira, uma célebre frase cunhada pelo ex-senador Darcy Ribeiro (PDT-RJ) sobre a Casa. "O Senado é melhor do que o paraíso porque não é preciso morrer", ironizou Ribeiro. Em entrevista ao DCI, o gaúcho disparou: "O Senado é o inferno e também não precisa morrer. Todo mundo é contra". As justificativas do desgaste da imagem do Senado podem ser encontradas no livro O Senado nos trilhos da história, lançado por ele na semana passada. Uma das respostas é o fato de a Casa ter 13 mil funcionários e 4.000 terceirizados, quando bastaria contar com 3.000, na sua avaliação.

Um candidato diferente – O candidato a deputado federal Glauber Braga (PSB) enviou carta aos eleitores anunciando a sua candidatura, já confirmada pelo partido. Na carta, o jovem candidato fala da sua trajetória política, destacando o pouco, mas produtivo tempo que atuou como parlamentar no Congresso Nacional:  “ Estive como deputado federal apenas um ano e três meses e apesar do pouco período, conseguimos juntos fazer um mandato participativo, transparente e eficiente que resultou em recursos para nossa região que esteve novamente representada nas grandes questões nacionais. Podemos mais”.

Concurso público – A Prefeitura de Resende divulgou, através da Secretaria Municipal de Administração, o resultado do concurso púbico realizado, no mês passado, para o preenchimento de 295 vagas na administração direta do município, e outras dez destinadas ao RESENPREVI (Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Resende).  A listagem com o resultado do concurso pode ser consultada no endereço eletrônico www.consulplan.net. A Consulplan foi a empresa responsável pela organização das provas. Segundo o secretário municipal de Administração, Rafael da Fonseca, a convocação dos aprovados começa já a partir do dia 02 de agosto.

Pedágio – Os motoristas dos carros com placa de Resende, que passam sem pagar no pedágio de Itatiaia, reclamam da demora. O tempo médio de espera é de no mínimo 15 minutos. Segue o link para acessar o FALE CONOSCO da Nova Dutra: http://www.novadutra.com.br/faleconosco/default.aspx.

DE OLHO EM ITATIAIA

Nova Conquista – O prefeito de Itatiaia, Luis Carlos Ypê, entregou ao presidente da Assembléia Legislativa do Rio, deputado Jorge Picciane (PMDB), projeto de urbanização do bairro Nova Conquista. O prefeito Ypê tem esperança de contar com o apoio do deputado Picciane para conseguir recursos do governo do Estado, para realizar o projeto que vai dar dignidade à população que habita neste bairro.

Revitalização do Centro – Com o apoio do senador Dornelles (PP), o prefeito de Itatiaia pretende obter recursos para revitalizar o Centro da cidade. O projeto prevê, entre outras coisas, a abertura de uma estrada que vai ligar o Centro à Rodoviária Graal.

Carta aberta – Com uma introdução longa e desnecessária, as secretárias de Itatiaia Regina Mery Fialho de Barros (Assistência Social) e Regiane Adelaide de Souza (Mulheres) divulgaram, através da assessoria da Prefeitura, carta aberta à população, que anuncia o desligamento de ambas do Partido dos Trabalhadores, por conta do rompimento do partido, o PT, com o prefeito Ypê (PP), patrocinado pela vice Gilda Molica. Seguem os trechos que interessam da verdadeira lavagem de roupa suja do PT de Itatiaia:
“Fomos contra a saída do PT da administração de Itatiaia (...). Sendo assim, não concordamos com a decisão tomada pelo PT de Itatiaia de romper com o governo. A medida vai na contramão da política nacional e estadual adotada pelo partido. O PT local deveria aprender a trabalhar com alianças (...). A vice-prefeita, Gilda Molica de Lana, porém, continuou em seu cargo, recebendo salário e trabalhando em sua sala como se nada tivesse acontecido. Ao mesmo tempo, exigiu que nós secretárias entregássemos as pastas, largando os projetos iniciados e que contemplam uma população tão necessitada de políticas públicas”.
“Por não concordarmos com esta posição tão contraditória, nós, secretárias petistas, fomos afastadas da Executiva do partido (...). Ainda recebemos um comunicado assinado pela presidente do PT de Itatiaia, Gilda Molica. Nele, fomos informadas que havia sido aberto um Processo Disciplinar contra nós e que não estamos autorizadas a falar em nome do PT”.
“Por conta dos fatos relatados, entregamos a nossa carta de desfiliação do PT de Itatiaia”.
Nada mais importa na quilométrica carta assinada pelas secretárias. A vice continua vice e as secretárias continuam secretárias. Tudo como dantes...

Com karla Fonseca e Fernanda Leal
 

 
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