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7/2/2008 19:23:40
Qualidade que surpreende
1/2/2008 17:26:43
Cidadania é manga de colete
15/1/2008 15:59:07
A única saída é atochar no cidadão
21/11/2007 10:58:38
Não custa repetir
24/10/2007 12:56:35
Já pagamos impostos demais
15/10/2007 10:32:00
Querem que eu desenhe?
3/10/2007 10:46:44
Um chamamento cívico
28/9/2007 13:37:34
Agora é a sandice da “lista negra”
19/9/2007 15:57:26
A hora é de mobilização
Quosque tandem?
18/2/2008

Meus seis ou sete fiéis leitores têm acompanhado os comentários que tenho feito aqui por semanas consecutivas sobre o distanciamento entre o Estado e a Nação, por conta das diabruras dos mais diversos calibres e categorias cometidas pelos ocupantes de cargos-chaves do governo, seja no Executivo, no Legislativo ou mesmo no Judiciário, que se traduzem sistematicamente em prejuízo financeiro dos cidadãos.

Tenho criticado de forma veemente a sede com que o Estado procura se apropriar da renda dos cidadãos pela via de aumento indiscriminado de impostos e taxas, cuja demonstração mais clara foi  a forma obstinada com que os partidos da base governista brigaram  pela manutenção da famigerada CPMF, um verdadeiro assalto à bolsa daqueles que sustentam o apetite feroz desses políticos, ou seja, nós os cidadãos.

Agora mesmo estamos acompanhando mais um capítulo da novela do descaso que a malta que se encastelou no Palácio do Planalto e adjacências dedica aos plebeus. Portadores de um objeto com poderes quase mágicos - os cartões de crédito corporativos - essa verdadeira súcia de protegidos do poder engorda seus já gordos salários comprando de tapioca a bichos de pelúcia ou efetuando saques em dinheiro em caixas eletrônicos por todo o território nacional com os tais cartões corporativos. Uma festa. Aliás, se perguntarmos a um cidadão comum se ele sabe o que é cartão corporativo, a resposta provavelmente será semelhante à letra do samba interpretado por Zeca Pagodinho: "Você sabe o que é caviar? Nunca vi nem comi, eu só ouço falar". Pois é, o plebeu comum só conhece cartão corporativo de ouvir falar.

O pior é que, para tentar impedir que alguma investigação consiga apurar o montante desse desfalque escandaloso (se é que isso é possível. Eu, pessoalmente, acho que os valores que têm sido divulgados não são mais do que uma parcela mínima da ponta do iceberg), novamente o governo monta uma operação de guerra para desestabilizar a CPI pedida pela oposição, maior ainda do que aquela montada para brigar pela manutenção da CPMF. Mas, quem sabe acaba colecionando derrota semelhante.

Tudo isso, o companheiro de Garanhuns que ocupa o principal gabinete do Palácio do Planalto tem assistido com cara de paisagem, aparentemente sem esboçar qualquer reação.

Quosque tandem?

Agência Rio de Notícias© 2009