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1/12/2008 11:34:37
Massinha
17/11/2008 11:36:30
Três amigos
30/10/2008 11:23:30
Medo
20/10/2008 10:22:18
Luz
13/10/2008 13:13:31
Caminhar
1/10/2008 18:26:11
Nota 10
1/10/2008 12:17:23
Nota 10
23/9/2008 13:10:34
Calo minha voz diante de alguém que tem muito a dizer
17/9/2008 10:45:46
“Fast”
Massinha
1/12/2008

Sabem quantos tipos de massinha há? Não tenho a menor idéia. Somente lembro da minha época do jardim de infância que havia algumas que eram fáceis  de usar, outras eram mais duras e davam muito trabalho para moldá-las e dá-lhes forma. Ah, sim! Tinham aquelas que deixavam nossas roupas manchadas, sem esquecer de nossas caras e mãos que ficavam nojentas. Pobres mamães!

Mas, o que tem as massinhas com os temas que comento normalmente com vocês (sou muito pretensioso, pensar que tenho mais que um leitor!) na realidade estou tentando construir uma metáfora. Acredito que a maioria dos professores tenha esquecido da época que brincávamos com massinha. Hoje em dia encontramos em nossas mãos, todos os anos, massinha nova, para poder criar coisas novas, moldá-las, etc. Logicamente que assim como na nossa infância, algumas dessas massinhas são fáceis de manusear, outras são duras e nos dão muito trabalho, sem falar das que soltam tinta e nos deixam todos emporcalhados e sujos. Nossos alunos são assim, alguns não nos dão trabalho, estão dispostos a deixar-se moldar, desejam isso, outros não querem nem deixar que os toquem, parecem porcos-espinhos; possibilidade de mudar, nenhuma. E, aqueles que parecem que grudam na gente fazendo perguntas de todo tipo, a maioria delas sem nenhuma relação com nossas matérias, somos miragens dos seus pais e mães.

Todos os professores querem trabalhar com a massinha fácil de usar, porém devem refletir sobre essa matéria prima tão fácil para trabalhar pois rapidamente perderá a forma dada perante os embates e golpes da vida, as freadas bruscas, enfim quando enfrente todas as  vicissitudes que todos já temos enfrentado. Mas, aqueles alunos que são difíceis de mudar e moldar, na época da adolescência, não mudarão mais depois de entrar na vida adulta, devemos aproveitar esses breves instantes com possibilidades de cambio para ajudá-los a serem melhores. Estes, feitos de massinha dura, sim, e ouçam bem falei: Sim!, conseguimos ajudar a que sejam melhores, enfrentarão melhor a vida e serão mais fortes do que já o são. Dão trabalho, entretanto são aqueles que quando nos encontram na rua, vinte anos depois,  param para falar com um velho professor, os outros, a maioria das vezes nos tem esquecido.

E, as massinhas que nos sujam todo, no fundo querem carinho e atenção que não tem em casa, por isso quem realmente é mestre ou professor é aquele que não somente ensina, mas aquele que educa e forma. Muitas vezes ser a miragem dos pais e mães de nossos alunos é uma das tarefas mais importantes, sermos os bombeiros emocionais, sermos os para-médicos psicológicos  daqueles pais que não sabem como ajudar seus filhos.
Caros colegas devemos pensar mais nas nossas responsabilidades éticas e morais. Mas como meu pai dizia,  se o que procura é dinheiro trabalhe em algo que possa obtê-lo, cada profissão tem formas diferentes de pagar, escolha aquela que possa fazer bem e pague o que acredite que seja merecedor. Se o importante é o dinheiro, procure dinheiro, porém se busca outra coisa não se queixe se recebe o que procurou e o dinheiro é pouco. Há algo que descobri: um bom médico, um bom advogado, um bom engenheiro, um bom professor, enfim um bom profissional ganha sempre bem, sempre e quando trabalhe muito e persiga seus objetivos.

Boa Semana

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