Uma menina de treze anos estuprada por três rapazes de 17 anos e um adulto de 18 anos. O artigo poderia começar assim, ou: Uma adolescente de treze anos abusada sexualmente por três menores e um adulto. E, porque não desta maneira? Quem é culpado na história da violência sexual envolvendo cinco adolescentes e um adulto? Somente para constar o adulto da história tem 18 anos, pouca diferença com os outros dois que tem 17 anos. Nunca compreendi como, para a lei, dois ou três meses no calendário transforma adolescentes alienados em adultos maduros ou vice-versa. Venho observando que alguns alunos estão usando pulseirinhas de silicone de diferentes cores. De acordo ao que li e me foi contado, elas representam diferentes níveis de oferecimento sexual por parte de quem as usa. A pessoa que quer relacionar-se com o usuário (a) das pulseiras deve arrancar aquela que tenha a cor que indique o tipo de ação sexual que pretende que haja entre as duas partes. Parece ser que vai de um beijo até qualquer tipo de sexo. A menina, adolescente, mulher, ou indivíduo do sexo feminino da história usava este tipo de pulseirinhas, de acordo ao que li nos jornais foi raptada e levada num ônibus para o apartamento de um dos meninos, local no qual o estupro coletivo aconteceu. Intentei resumir em poucas linhas meu estado de ânimo e pontos de vistas pré-estabelecidos pela minha formação cultural e educação recebida no primeiro e segundo parágrafos, através dos questionamentos que me fiz, e no terceiro parágrafo sintetizei a notícia tal como chegou ao meu cérebro. Explicado isto passo a fazer algumas preguntas às pessoas envolvidas passivamente na história, os pais, os professores, as pedagogas, as pessoas que estavam no ônibus no qual a protagonista foi levada ao cativeiro, ao porteiro do edifício, aos vizinhos que seguramente ouviram os gritos de alguém que estava sofrendo abuso sexual, enfim a lista pode ser interminável. Acredito que sem engano algum posso fazer as seguintes perguntas para a sociedade em geral. Quem comprou as pulseirinhas à menina de 13 anos? O pai ou a mãe não viram as pulseirinhas no pulso da filha? Os professores e os pedagogos não observam o comportamento de seus alunos? Que atitude se toma quando vemos meninos e meninas de até de 10 anos usando estas pulseirinhas? Ninguém no ônibus observou que a menina estava sendo raptada? Alguém escutou gritos no edifício, e se não houve gritos por que a adolescente não gritou? Terminarei com a pergunta da semana. Já observou se seu filho ou filha, amigos ou conhecidos deles estão usando pulseirinhas coloridas de silicone? Boa Semana Ricardo Irigoyen |