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Janelas abertas
Mãe
05/05/2010

Todo ano se celebra o dia das Mães. Deveríamos chamá-lo o dia do perdão. As mães sempre perdoam seus filhos. O amor que sentem é tão grande que se confunde com perdão constante. De vez em quando sabemos de mães que até entregam seus filhos para a polícia, mas o fazem em nome do amor, o fazem porque os amam. Vemos mães amando e cuidando de filhos portadores de necessidades especiais com a resignação que o amor dá. No mundo moderno que vivemos, cada dia há mais mães cuidando de filhos que já deveriam ter saído de casa ou que voltaram ao útero materno, depois de experiências fracassadas com outra mulher.

As mães aceitam atitudes de seus filhos que os pais não entendem, mas os pais aceitam o perdão de suas mães que muitas vezes negam a seus filhos. As mães, não. As mães perdoam qualquer coisa a seus filhos.

Interessante, não? De certa forma é assim como o perdão funciona, sempre estamos na sua procura e aceitando-o, mas poucas vezes o ofertamos.

- Eu não o (a) perdoo, que o (a) perdoe Deus.
- Não sou Deus, por isso não o (a) perdoo.

Parecem familiares estas frases? Alguma vez já as escutou?

Uma mãe pode até dizê-las num momento de raiva, mas 30 segundos depois já estará abraçando e consolando ao pecador. O amor sempre vence a fúria dentro de uma mãe.

Um filho transforma a vida de uma mãe para sempre. Deixa de ser mulher e transforma-se em mãe. Pode seguir sendo uma mulher, mas em primeiro lugar é uma mãe. Já o homem é mais difícil, pode transformar-se num ser humano mais responsável, que ama e protege seus filhos, porém continuará a ser um homem. Há exceções, dos dois lados, mas são exatamente isso, exceções.
Chego a seguinte conclusão. Somos rápidos em darmos o perdão, é fácil, sempre encontramos justificativas para nossos erros e dificilmente para os dos outros. Uma mãe sente seus filhos como uma continuação dela  mesma, por isso lhe é fácil perdoa-los, se está perdoando a si  mesma. Da mesma forma que um bebê quando pequeno não percebe onde termina seu ser e onde começa a mãe, acredito que as mães não percebam o limite entre sua alma e a do seu filho.

Deus nos quis dar uma pista do seu amor quando nos deu as nossas mães. Vejo o perdão de Deus dessa forma, irrestrito, total, absoluto. Vejo a Deus não como homem, senão como mãe. Ele sempre nos perdoará, a única diferença é que Ele é capaz de manda-nos à prisão para que soframos nosso castigo e aprendamos, justamente porque nos ama. Há mães que amam, protegem e perdoam. Outras amam, perdoam, protegem e justificam. Algumas amam, protegem, perdoam, justificam e educam. As responsabilidades das mães são enormes, sempre lhes será exigido mais e mais. Mais amor, mais compreensão, mais proteção, mais perdão, mais justificação, mais educação.
E os filhos? Agradecem ou se aproveitam. Olhe dentro do seu coração e me responda: Que tipo de filho (a) é você? 


Boa semana.

Ricardo Irigoyen

 
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